DESTAQUE MÚSICA

Anitta, que não ia passar de “Show das Poderosas”, chegou topo do Spotify Global

Anitta fez história mais uma vez e conquistou um importante presente de aniversário antecipado! Com uma empolgante escalada, que mobilizou o público brasileiro, a estrela alcançou hoje (25) o topo do Spotify Global com “Envolver”, sendo a primeira mulher latina a atingir tal marca com um single solo. 

Durante o dia de hoje, muito tem se falado deste importante feito de estrela brasileira, mas pouco sobre o que ela passou em sua caminhada até chegar a este ponto. Anitta, que fez seus primeiros shows em cima de engradados de cerveja, sempre demonstrou sem alguém que não tem medo de investir no que acredita. Da escova de cabelo como microfone, para o palco do Furacão 2000, posteriormente lembrado por ela com orgulho no palco do Rock In Rio do Brasil. Neste meio tempo, muita coisa aconteceu e muitos “nãos” foram dados, muitas portas batidas na cara por não acreditarem em seu trabalho e descredibilizarem sua origem funk. Até no evento citado ela passou por perrengues e me permito presumir que os envolvidos na edição de Portugal te valorizam mais.  

Mas Anitta não parou por aí. Ela sabia (e sabe) que as possibilidades são infinitas quando há dedicação e amor ao que se faz. Com jeito “Meiga e Abusada”, chegou chutando a porta com “Show das Poderosas”, passando por “Na Batida”, “Deixa Ele Sofrer”, “Bang”, “Sua Cara”, “Paradinha”, “Downtown”, “Vai Malandra”, “Veneno”, só para citar alguns hits, ela preparou o caminho para chegar à era “Girl From Rio”, que já apresentou um single de mesmo nome, além de “Me Gusta”, “Faking Love” e o mais recente, “Boys Don’t Cry”. E não se esqueça que ela fez milhares fez parcerias internacionais sim e sem qualquer problema com isso. Ela precisava fazer seu nome ser visto e sua voz conhecida, o que lhe abriu várias portas e a oportunidade de trabalhar com grandes artistas e produtores cobiçados, como Madonna, Snoop Dog, Ryan Tedder, Pharrell Williams e Max Martin. De bônus, há boatos de uma parceria de Calvin Harris chegando… 

As músicas com letras provocantes e danças sensuais sempre foram usados pelos que se consideram mais cultos para desmerecer o trabalho de Anitta. Sua liberdade sexual também é alvo de ataques de uma sociedade falso moralista. Quem a resume a tais assuntos, até conhece ou já leu em algum lugar seu invejável talento empreendedor, seus investimentos em estudos, seu amplo conhecimento de marketing, mas prefere viver na bolha da depreciação, simplesmente por não aceitar que uma mulher que rebola a bunda livremente pode ser tão foda (desculpem o “palavrão”) quando o assunto é business. Eles até tentam se aproveitar dos momentos em que a mesma demonstra honestamente não saber de um assunto, cientes de que mesmo assim passariam sufoco em um debate direto com ela.

E não tem como falar sobre de Anitta, a menina que não ia passar de “Show das Poderosas” (disseram) sem lembrar também de sua figura na internet. Depois que despertou para os holofotes, eles sempre esteve nele, seja pelo amor dos fãs ou ataque dos haters. Muita da relação de amor e ódio teve mais ligação com sua vida pessoal, posicionamento ou o tempo que levava para falar sobre determinado assunto que estava causando discussão nas redes sociais. Seus desentendimentos com alguns colegas do meio sempre ganharam mais destaque que lançamentos musicais. Ela virou a rainha do cancelamento e nem por isso baixou a cabeça e desistiu. Assumiu suas falhas, esclareceu polêmicas, buscou conhecimento para o que não dominava e os que mesmo assim insistiam e ainda insistem em buscar motivos para tacar pedra tiveram que se acostumar a ver seu nome tão presente quanto o ar que respiram. 

Mas a Anitta não para. Com tantas coisas já feitas, como apresentações em programas de TV que ele nem sonhava que conseguiria, presença em eventos super conceituados, ela ainda tem pela frente shows no Coachella, na Califórnia, Lollapalooza de Paris, apresentação no Good Morning America, só para citar alguns eventos da sua agenda nas próximas semana. Ainda assim, parece não ser insuficiente para uma parcela do público e mídia brasileira, quem insiste em menosprezar os feitos da garota do Rio.

Os últimos meses também não deve ter sido os mais fáceis na carreira de Anitta. Desde o lançamento da já citada “Me Gusta”, seu público cobra o lançamento do álbum “Girl From Rio”. Come se sabe, o projeto deveria chegar no primeiro semestre de 2020, mas a pandemia fez com que os planos mudassem, já que havia uma grande estratégia de divulgação planejada, inclusive com as apresentações no Coachella. O adiantamento foi um balde de água gelada para os fãs, mas a Anitta sentiu muito mais a dor, já que se dedicou tanto para o mesmo nascer e ganhar o mundo. Com os eventos cancelados e também a impossibilitada de uma divulgação mais ampla, com performances em programas de TV e entrevistas presenciais, todo o rumo mudou, inclusive do álbum, que acabou reformulado e finalmente está pronto para sair, incluindo na setlist o hit “Envolver”, que foi desacreditado pela equipe da poderosa em sua versão solo, a mesma que envolveu o mundo inteiro. Mais um ponto para o feeling de Anitta, que consultou o amigo JBalvin, seguiu o coração e entregou o novo hino ao público em novembro, resultando no crescimento orgânico estrondoso que acompanhamos nos últimos dias.

Anitta é 1º no mundo, o que é incrível, mas vai além de um número. Desde de que decidiu desbravar o mercado internacional, ela vem abrindo caminho para que outros artistas possam lutar pelo mesmo, independente de a amarem ou fingirem que não enxergam. Por mais que sua vida seja exposta nos sites, só ela e mais próximos devem saber os sacrifícios para chegar até aqui.  Você pode até não gostar de Anitta, mas há de concordar que ela vai atrás do que quer e a palavra desistir não existe em seu dicionário. 

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