Cinema

Crítica: O novo e envolvente "Cemitério Maldito"

04 de Maio de 2019 -Redação
[Crítica: O novo e envolvente

Nova adaptação honra o clássico de Stephen King, indo próximo ao original, mas seguindo seu próprio rumo

Se fosse possível, você traria de volta à vida um ente querido? E se você trouxesse, seria capaz de assumir as consequências que viriam junto com ele? Com tom sóbrio e cenário minimalista, “Cemitério Maldito” chega aos cinemas nesta quinta-feira (9), com um terror que trabalha o psicológico do telespectador, sustos pontuais e cenas violentas.

Na nova versão do clássico de Stephen King, o Dr. Louis Creed (Jason Clarke), muda com sua esposa Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos pequenos de Boston para a área rural do Maine. Lá, eles descobrem no quintal da casa e após uma tragédia Louis segue o conselho do vizinho Jud Crandall (John Lithgow) em algo que mexe com o sobrenatural, encadeando todo o perigo do filme. A trama principal se divide também com o drama do passado de Rachel, que sempre é lembrado, até chegar ao motivo dela se perturbar tanto.

Logo de cara, “Cemitério Maldito” parece não ser tão forte quanto o esperado. É neste ponto que o longa traz um diferencial atrativo. Os diretores Kevin Kölsch e Dennis Widmyer optaram por preparar o terreno na primeira parte, entregando respostas e tensão na segunda, sem muito enrolação ou sem precisar parar para explicar qualquer ação.

Partindo para o elenco e detalhes mais técnicos do longa, não podemos deixar passar despercebido o ótimo desempenho da pequena Jeté Laurence como Ellie Creed, filha mais velha do casal Dr. Louis e Rachel Creed. O ator John Lithgow, na pele do velho Jud, também se destaca ao ser o ponto de explicação de todo o mistério que cerca o cemitério, além de dividir muito bem a atenção na tela em cenas com Jeté. Detalhes como as máscaras, figurinos e sonoplastia completam o cenário sem muito excesso, no ponto ideal para a experiência.

Em “Cemitério Maldito” todos os elementos trabalham para amparar a ação de Louis e trazer corpos à vida, mesmo que seja uma decisão equivocada por vários motivos. A falta de aceitação dos acontecimentos traz ao telespectador os questionamentos apresentados no início do texto e faz com que ele se coloque no lugar do doutor. Tudo isso é passado de forma gradativa, próxima da versão original, mas seguindo a visão sofisticada dos diretores Kevin Kölsch e Dennis Widmyer e sem desonrar a clássica obra de Stephen King.

NOTA:
 
 DE 5

 

 

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